MARVADA PINGA

Quando o assunto é bebida é comigo mesmo… Sim!!! desde que não seja alcoólica, pois é!! sou um péssimo bebedor, e não por religião ou algo assim, é porque realmente não tenho prazer nenhum em dar umas tragadas. Não vejo graça, bebo as vezes para acompanhar alguém, e que seja uma boa coisa: vinho, cerveja ou até uma cachacinha, e sempre de primeira qualidade, e nada de exageros, motivo? bom, o motivo faz me faz lembrar uma passagem do filme Chuva de Milhões, em que o camarada para receber uma herança de U$ 300 milhões do tio que havia morrido, tinha que gastar U$ 30 milhões em um mês (essas coisas não acontecem comigo) sem deixar nenhum bem, e nem doar o dinheiro ou contar para alguém, tudo isso porque o tio havia tido uma experiência quando pequeno, seu pai o havia pegado fumando, e para que ele se livra-se do vício comprou vários maços de cigarro e o trancou dentro do guarda roupa, e só sairia de lá quando ele fumasse o último cigarro… Enfim, ele pegou um nojo tremendo de cigarro e nunca mais fumou. E como ele sabia que o sobrinho era um grande gastador, então resolveu fazer essa cláusula para que ele enjoasse de tanto gastar dinheiro, e não torrasse os U$ 300 milhões.
Bom dei essa volta toda, para falar que tive meu “Chuva de Milhões” com a “marvada” pinga, só que não foi meu pai que me afogou de cachaça, foi eu mesmo por livre e espontânea vontade.
Eu tinha mais ou menos uns 17 anos, e fizeram uma reunião entre amigos, nós saindo da adolescência, nos achávamos “hominhos” só que éramos todos uns pé rapados, não tínhamos dinheiro para nada, mas então apareceram lá com umas garrafas de Velho Barreiro, e para gente não tomar assim pura, inventaram de misturar Tang de marácuja. Bebi muito, muito mesmo sozinho acredito que bebi mais de uma garrafa, eu me sentia bebendo água, fui bebendo e nem pensei no perigo.
Depois disso só me lembro de partes, lembro de estar na rua já, de trocar ideia com o portão, (perguntava para ele porque ele era tão fechado, pode?!) conversar com os cachorros e gatos que eu via na rua… de me segurarem, declarar amizade aos meu amigos (bêbado adora isso né?!). Mas o que iriam fazer comigo? naquele estado me levar para minha mãe e falar oque? e eu ainda insistindo que não estava bêbado, ele estavam dando um tempo para ver se eu melhorava, mas estava cada vez pior.
Mandaram chamar minha irmã, quando minha irmã me viu, ela dava muita risada, porque há anos atrás eu tinha dado um baita “esporro” por ela estar em uma situação parecida, então estava pronto a sua vingança para comigo, mas acham que ela ia me detonar? Não me detonou, acho até porque sabia que um dia podia precisar de meus serviços de caridade pós-cachaçada.
 
Minha irmã me pegou pelo braço e disse:
-Olha eu te ajudo a entrar em casa, mas você tem que disfarçar que está tudo bem, se não você tá ferrado!!! e eu respondi para ela quase sem conseguir falar:
– Masssss eu to bem, (gup) não”precissssso” de sua ajuda, eu to bem… olha minha cara… QUALQUER UM PERCEBE QUE EU ESTOU BEM, né?! você quer brigar comigo? “Quiem” você pennnnsa que é? Bom.. Você sabeee que eu te amo né? então não me ferra… porque eu to mal messsssmo (Gup).
Eu estava em uma confusão só. Então ela me aconselhou de novo:
-Olha então cala sua boca e vamos lá, tenta ser o mais normal possível para entrar em casa, eu te coloco na cama e ai é tranquilo.
Depois dessas instruções nos dirigimos para minha casa, minha irmã me segurando pelo braço e eu trançando as pernas e tentando falar alguma coisa mas não conseguia.
Chegamos na frente da porta, então ela olhou para mim e falou para eu ficar reto, arregalar o olho, porque estava com ele igual de peixe morto, me acertou e bateu na porta.
Meu pai abriu a porta, e eu, fiquei parado, minha irmã me cutucando, e eu sabia que não conseguia nem dar um passo sem dar uma bandeira, fiquei travado lá parecendo uma estátua olhando para cara do meu pai, meu pai ficou olhando para mim com uma cara de questionamento, até que meu pai falou:
-Como é rapaz… vai ficar ai parecendo um espantalho olhando para minha cara.
Acho que ele percebeu ali a minha falta de lucidez, então caminhei para dentro de casa, só que meu pai brincando comigo me deu um empurrãozinho quando passei por ele, foi meu fim… eu passei pela sala tentando me manter em pé, e fui cair dentro do quarto de meus pais que era de frente para onde estava caindo, tentando manter o equilíbrio, acabou ali qualquer tentativa de disfarce, fiquei no chão esperando alguém me levantar.
Engraçado que depois desse fato, não me lembro de muito mais coisas, ai as coisas ficaram totalmente desconexas, foi minha última tentativa de parecer lúcido, a seguir coloco abaixo por ordem o que eu lembro:
  1. Minha mãe fazendo um café muito amargo para mim. (horrível)
  2. Eu estava na cama, e começo a passar mal.
  3. Alguém me colocando em baixo do chuveiro.
  4. Eu sentado do lado da privada no chão, e falando para minha irmã que nunca tinha notado como a descarga é legal, ela roda… (ridículo, he he he)
  5. Apaguei…
No outro dia, acordei no sofá de casa, com a cabeça parecendo que ia explodir, ainda meio confuso com o que havia acontecido comigo, nunca tinha bebido tanto, e para falar a verdade, poucas vezes tinha colocado álcool na minha boca, tudo me parecia ter sido um sonho, eu tentando lembrar de alguma coisa, não conseguia nem mexer a cabeça no travesseiro. Lembrei de ter tomado banho, mas sabia que não poderia ter feito aquilo sozinho, mas tinha dúvida se tinham me dado banho mesmo, então olhei a minha cueca, e vi que era outra da noite anterior, tinham me trocado.
Comecei a ficar com muita vergonha, pensando em quem  tinha me dado banho, se meu pai, ou minha mãe, ou até minha irmã, não acreditava naquilo. Tomei coragem chamei e perguntei para minha mãe, ela me disse que tinha sido meu pai, e isso foi um alívio para mim, mas logo a seguir veio o infeliz cometário da minha mãe:
– Nossa!!! seu pai me falou de como você cresceu e virou homem… (ahhhhhhhhh)
Meu Deus, foi o dia inteiro com a cabeça em baixo do cobertor e sem perguntar mais nada.
Fiquei muitos anos, sem poder sentir cheiro de pinga ou de Tang de Maracujá, mas no fundo acho que minha “Chuva de Cachaça” valeu… 
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8 responses to this post.

  1. Você não soube apreciar a cachaça! hahahahaAcho que deveria dar mais uma chance pra ela, quem sabe você não passa por essa vergonha?E está história que você virou HOMEM, hein?? hauhauhauaQuero saber…Bjs.

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  2. Primeiro eu queria agradecer o seu carinho no meu blog. :DEstou te seguindo também querido.E quanto ao seu post, muito engraçado. Hoje em dia eu tb não sou muito fã de bebidas alcoólicas também não, pq comigo, acredite ou não aconteceu a mesma coisa que com vc, passei muito mal, e apartir desse dia peguei um certo nojo, só que no meu caso foi vodka mesmo! rsBeijãooo ;*

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  3. Pô malandro, ao contrário de você eu me amarro numa birita!Abraços!

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  4. Não posso beber, tive hepatite. Isso é trite, ficar sem poder tomar uma cerveja nem nada. Já seu caso, foi falta de bom senso, champz. Mas fica tranqilo, de vez em quando, é sempre bom.Blog sobre Fotografia, Ensaios e Novidades.http://patoemfoco.org/ – Visitem!Um photoblog completo! ~~

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  5. Eu não gosto de pinga, mas, vodka…

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  6. Parabens pelo Blog, realmente fantástico suas histórias, pense em escrever um livro de ficção mas incluindo essas histórias…Jonatan

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  7. uahuwahwahaw muito bommm

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  8. ahuahuahwu mt bom

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